Reportagem IIRH: “O passado, o presente e o futuro do Corporate Wellness”

706 398 Bruno Dolbeth
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Reportagem IIRH (Instituto de informação em Recursos Humanos) a Tiago Santos CEO Workwell.

De uma abordagem focada no tratamento da doença, o conceito de “Corporate Wellness” foca-se, hoje, na prevenção.

A partir da década de 70 do séc. XX existe uma revolução na forma como a sociedade entende o conceito de saúde.

A saúde deixou de ser não só a ausência de doença mas também “uma situação de perfeito bem-estar físico, mental e socia”(OMS, 2002). Desta forma, a saúde no trabalho também mudou. Vivemos agora, não o tratamento da doença mas sim a promoção da saúde. Para além disso a saúde passou a ser vista de uma forma mais abrangente, deixou de ser apenas uma questão física e passou também a ser psicológica e emocional.

Hoje é do conhecimento de todos que o excesso de peso, os altos índices de colesterol, o stress, o sedentarismo e o cancro, derivam dos maus estilos de vida adotados por nós.

“75% destas doenças podem ser combatidas através de promoção de comportamentos preventivos e de promoção de uma vida mais saudável”

Refere o CEO da Workwell Tiago Santos. E reforça:

“Se 80% das nossas horas são passadas no local de trabalho, aqui percebemos então que a promoção de iniciativas no local de trabalho são a fórmula perfeita para a prevenção da nossa Saúde e Bem-Estar.

Podemos tomar como exemplo: As pausas ativas como forma de prevenção de lesões músculo esqueléticas através da ginástica laboral e combate ao sedentarismo. As iniciativas de combate ao stress através de sessões de relaxamento no trabalho e da partilha de maior conhecimento na gestão emocional de cada indivíduo, contribuindo para o aumento da felicidade no local de trabalho, redução do absentismo e aumento a produtividade ou por exemplo, as iniciativas de alimentação saudável.

Com base nesta abordagem, Portugal “deu os seus primeiros passos apenas nos anos 2000” refere o cofundador da empresa Workwell pioneira em Portugal na promoção de Bem-Estar e Saúde nas organizações.

O presente do “Corporate Wellness”

O “Corporate Wellness” tem vindo a evoluir e é, hoje, de acordo com Tiago Santos, um conceito “mais abrangente, no que diz respeito às suas práticas, e holístico, dada a adoção da visão do ser humano complexo e global”.

Comparativamente com países como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, o Reino Unido e a Alemanha, “principais motores para o bem-estar no local de trabalho e cujo Estado assume uma postura ativa de investigação, cooperação e Recomendação”, Portugal tem pela frente um grande caminho de “valorização do “Corporate Wellness” e de compreensão dos resultados das suas práticas”, nota Tiago Santos. “A verdade é que passamos muito do nosso tempo no trabalho e o mundo corporativo é o um excelente meio para proporcionar mais e melhores resultados em saúde”, sublinha o co-fundador da Workwell.

Segundo Tiago Santos, nos últimos quatro anos, a valorização dos colaboradores e do seu “Wellness” tem aumentado em Portugal, mas são poucas as empresas que trabalham a saúde e Bem-Estar de forma planeada e integrada

Os benefícios diretos para os colaboradores

São as empresas que são responsáveis pelos ambientes que proporcionam aos seus colaboradores, por isso

“é imperativo que se promova a saúde no contexto do trabalho”, defende Tiago Santos.

Para o co-fundador da Workwell, é necessário desmistificar o conceito de “Corporate Wellness”, sobretudo no que diz respeito à abordagem da saúde no local de trabalho. “Não existe a integração das áreas afetas à saúde, nomeadamente o exercício físico, nutrição e psicologia. É necessário trabalhar em conjunto.

A saúde e o Bem-Estar no local de trabalho ainda são olhadas do ponto de vista dos custos. É importante esclarecer, também, que as investigações mostram que os programas de saúde e Bem-Estar contribuem para o aumento da produtividade das empresas e para a retenção dos seus colaboradores, que se sentem mais integrados e valorizados, e por isso, não abandonam a organização”, esclarece o empresário.

A produtividade das empresas aumenta e consequentemente, também os resultados financeiros. O ambiente de trabalho melhora, diminuem os custos com a saúde dos colaboradores, os índices de “stress” baixam e os níveis de saúde e felicidade crescem. “O impacto positivo dos programas de saúde e bem-estar está comprovado, mas o seu sucesso depende do envolvimento dos líderes”.

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Workwell: a promover o Bem-Estar dos colaboradores desde 2008

Em 2008, com uma abordagem inovadora e disruptiva, nascia, em Portugal, a Workwell, para ajudar a resolver os problemas associados ao local de trabalho, nomeadamente as lesões músculo-esqueléticas, más posturas e sedentarismo.

“Não era um problema novo, mas a nossa abordagem foi diferente comparativamente com o que era feito no país. Concentrámo-nos na prevenção, impedindo que os problemas chegassem a acontecer”

conta o co-fundador da empresa, que, com a passagem do tempo, foi seguindo as “melhores práticas internacionais, e investigação académica que se apoiam numa abordagem mais holística da saúde e Bem-Estar no trabalho”.

“Fomos integrando mais áreas da saúde, na nossa missão: Envolvemos a fisioterapia, psicologia e nutrição. Levámos às organizações a realidade do mindfulness no trabalho, a ginástica em ambiente laboral,  a educação para saúde através de formações, o apoio na mudança comportamental para hábitos de vida mais saudáveis, entre outros. Construímos o nosso caminho diversificando o nosso raio de ação e tornando-o mais abrangente  e adequado do ponto de vista da promoção da saúde e da prevenção”, afirma Tiago Santos.

 

O futuro do “Corporate Wellness”

“Até 2030, está previsto o crescimento exponencial dos problemas relacionados com a saúde mental, que ultrapassarão as lesões músculo esqueléticas, consideradas hoje as doenças mais prevalentes relacionadas com o trabalho, que resultam, atualmente, em altas taxas sedentarismo, baixas médicas e mais stress”.

Mas o real futuro passa por o Corportate Wellness ser valorizado. O Estado tem de se envolver, a regulação destas práticas deverá ser uma realidade e terá de estabelecer até obrigações por parte das empresas face aos seus colaboradores nas temáticas da promoção da saúde e bem estar nas organizações. Esta já é uma realidade em outros países do mundo mas Portugal ainda tem passos a dar neste sentido.”

De acordo com Tiago Santos, o futuro do “Corporate Wellness” incluirá também o apoio da tecnologia.

“Nos próximos anos, a tecnologia será decisiva, para que seja possível mapear os interesses e necessidades das pessoas e medir o que está a ser feito. Um estudo divulgado recentemente indica que em Portugal há ainda uma pequena quantidade de empresas que aposta nestas práticas de bem estar, sendo que destas poucas são as que medem as práticas que implementam”

O “Corporate Wellness” caracterizar-se-á, no futuro, por uma abordagem mais integrada e caminhará rumo à sua valorização assim como os colaboradores. “As empresas perceberão que o “Corporate Wellness” não pode ser descartado , que é fundamental e prioritário para a sua cultura e que deverá integrar os vários saberes da saúde, apoiando-se na tecnologia para conseguir melhores resultados”

Destaca o co-fundador da Workwell.

“Apesar de existir uma grande evolução nas abordagens, cujos resultados estão comprovados, os problemas estão a aumentar. É necessário trabalharmos todos – empresas e parceiros das diferentes áreas da saúde – de forma integrada e global para melhorar as condições de trabalho dos colaboradores”, remata Tiago Santos.

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Bruno Dolbeth

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